30 de Novembro 2013

O Jardim da Ressurreição - o Jardim da Vida

“Jesus disse a Maria de Magdala: Mulher, porque choras? A quem procuras? Pensando que era o jardineiro, ela disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, diz-me onde o puseste e eu irei buscá-lo. Disse-lhe Jesus: “Maria”! Ela, voltando-se, disse-lhe: “Rabboni” que quer dizer: Mestre”, (Jo 20, 15-16).

Reflexão:

Os Padres sinodais lembram-nos “que acolher a Palavra de Deus testemunhada na Escritura… gera uma nova maneira de ver as coisas, promovendo uma autêntica ecologia que mergulha a sua raiz a mais profunda, na obediência da fé (…) desenvolvendo uma sensibilidade teológica renovada à bondade de todas as coisas criadas em Cristo”. O homem tem necessidade de ser de novo educado para o maravilhar-se e reconhecer a beleza autêntica que se manifesta nas coisas criadas(Bento XVI- O Ambiente p146)

Que a luz e a força de Jesus nos ajudem a respeitar a ecologia humana, conscientes de que a ecologia ambiental encontrará nisso um benefício, porque o livro da Natureza é único e indivisível! É assim que podemos consolidar a paz, hoje e pelas gerações futuras, (Bento XVI – O Ambiente, pg. 144)

 

Ir. Madeleine Mendy

 

 

 

 

29 de Novembro 2013

O Jardim das Oliveiras

“Tendo dito isto, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, no qual Ele entrou como os discípulos, (Jo 18, 1).

Reflexão:

Neste jardim começa a obra de salvação da humanidade… Jesus é a árvore que dá vida porque recebeu a nossa morte. Desta árvore colhemos frutos que ele-mesmo nos oferece. O Seu sangue corre sobre o madeiro morto que se torna a nova árvore de vida, essa árvore cujos frutos são um alimento e as folhas um remédio, (Feu et Lumière, Maio 2013).

A Criação de Deus é única e boa. As preocupações a respeito da não-violência, do desenvolvimento durável, da justiça e da paz, da protecção do nosso ambiente são duma importância vital para a humanidade. Tudo isso, no entanto, não pode ser compreendido sem uma profunda reflexão sobre a dignidade inata de toda a vida humana, da concepção até à morte natural, dignidade que é conferida pelo próprio Deus e que é por consequência, inviolável. O nosso mundo tem bastante avidez, exploração e divisão, ameaça dos falsos ídolos e das respostas parciais, assim como das falsas promessas. O nosso coração e o nosso espírito aspiram a uma visão da vida em que reina o amor, em que os dons são partilhados, em que a unidade se constrói, em que a liberdade encontra o sue próprio significado na verdade e em que a identidade se encontra numa comunhão respeitosa, (Papa Bento XVI – O Ambiente, p. 83)

 

Ir. Madeleine Mendy

 

27 – 28 Novembro 2013

Yahvé, nosso Senhor, como é poderoso o Teu nome em toda a terra!...

“Ao ver o teu céu, obra das tuas mãos, a lua e as estrelas que lá colocaste, que é pois o homem para que te lembres dele, o filho de Adão para que o queiras visitar?” (Salmo 8)

Reflexão:

O brilho sedutor do Mediterrâneo, a magnificência do deserto norte africano, a floresta luxuriante da Ásia, a imensidade do Oceano Pacífico, o horizonte sobre cuja linha o sol se levanta e se põe, o esplendor majestoso da beleza natural da Austrália de que pude gozar ao longo destes últimos dias; tudo isto suscita um profundo sentimento de temor reverencial. É como se capturássemos rápidas imagens sobre a história da Criação contada no Génesis: a luz e as trevas, o sol e a lua, as águas, a terra e as criaturas vivas. Tudo isso é “bom” aos olhos de Deus.

Mergulhados numa tal beleza, como não fazer eco às palavras do Salmista quando louva o Criador. “Como é grande o Teu nome em todas a terra” (Sl 8,2) ? Há muito mais ainda, algo que, do céu, nos é difícil perceber: homens e mulheres criados nada menos que à imagem e à semelhança de Deus (cf. Gén 1, 26). No coração da maravilha da Criação, encontramo-nos, vós e eu, a família humana “coroada de glória e de honra” (cf. Sl. 8, 6). Que maravilha! Com o salmista, murmuramos: “Que é o homem para que penses nele? (cf. Sl. 8, 5), introduzidos no silêncio, cheios de reconhecimento e pelo poder da santidade, reflectimos, (O Ambiente, p. 82).

 

Ir. Madeleine Mendy

 

25 – 26 Novembro 2013

Os esplendores da Criação

“Transformas as fontes em rios, que serpenteiam por entre os montes; a elas vão beber todos os animais dos campos, nelas matam a sede os veados dos montes. Os pássaros do céu vêm morar nas suas margens, chilreando entre a folhagem.

Do alto das vossas moradas regais as montanhas; fazeis brotar a erva para o gado e as plantas úteis para os homens, para que da terra possam tirar o pão, (Sl 104, 10-14).

Reflexão:

A água, um bem comum da família humana, constitui um elemento essencial da vida; a gestão deste recurso precioso deve permitir o acesso a todos, sobretudo os que vivem em condições de pobreza e devem garantir a vida do planeta para a geração presente e as vindouras. O acesso à água é, de facto, um direito inalienável para cada ser humano, porque ela é requerida para a realização da maioria dos outros direitos humanos, como o direito à vida, ao alimento e à saúde. A poluição e as catástrofes destruíram a harmonia natural da Criação. Como é que este mundo tão maravilhoso, que veio das próprias mãos de Deus que não é senão justiça, amor e luz, seja até esse ponto devastado pela injustiça, minado de ódio, obscurecido de trevas?(O Ambiente, pg. 34).

Ir. Madeleine Mendy

 

23 – 24 Novembro 2013

A vinha de Nabot

“Nabot de Jezrael possuía uma vinha ao lado do palácio de Achab, rei da Samaria e Achab falou assim a Nabot: “Cede-me a tua vinha para que me sirva de horta, porque ela está muito perto da minha casa… Nabot disse a Achab: “Deus me livre de te ceder a herança de meus pais!”…

Fizeram sair Nabot da cidade, apedrejaram-no e ele morreu… Quando Achab soube que Nabot tinha morrido, levantou-se para descer à vinha de Nabot de Jezrarl e tomar posse dela”, (I Reis, 21, 1-3, 13, 16)

Reflexões:

Não só a terra foi dada por Deus ao homem que deve fazer bom uso dela no respeito pela intenção primitiva, na qual foi dada, mas também o homem é dado por Deus a si-mesmo e deve portanto respeitar a estrutura natural e moral de que foi dotada.” (João Paulo II, citado em “O Ambiente”, p. 28)

Devemos comprometer-nos de novo ao serviço da humanidade e defender a vida humana, toda a vida humana, (Bento XVI em “O Ambiente, p. 26)

 

Ir. Madeleine Mendy