30 de Junho

A FE E INSPIRAÇÃO DE MULHERES NA BIBLIA

Tabitá 

Havia em Jope, entre os discípulos, uma mulher chamada Tabitá, que significa Dórcada. Era rica em boas obras e nas esmolas que distribuía. Ora, nesses dias caiu doente e morreu… Act 9, 36 

Tabitá é a única mulher a que se refere o Novo Testamento como discípula. Tem dois nomes; o seu nome Aramaico, Tabitá e o seu nome grego Dórcada. É o modelo duma mulher cristã piedosa. É descrita como uma pessoa de boas obras e que dá esmolas. Parece ter sido especialmente activa providenciando roupa e víveres para as viúvas. Mas o seu trabalho não estava limitado aos círculos femininos. Dois homens da sua comunidade foram delegados a Pedro pedindo-lhe que fosse a Jope. 

A história da ressurreição de Tabitá “espalhou-se por toda a parte” e muitas pessoas começaram a acreditar no Senhor como resultado do que fora feito para ela. Levantando-a de entre os mortos, Pedro exemplifica a atitude do discípulo-modelo. Reza e dá crédito a Deus. Os benefícios deste milagre vão muito para além de Tabitá e da comunidade das viúvas que tanto choravam a sua morte. A igreja espalhou-se e cresceu por causa deste milagre. O milagre inspira a fé. 

A ressurreição de Tabitá ocorre numa casa e mais especificamente num quarto de cima. É um sinal de que “a igreja está a retirar-se de Jerusalém e fora das sinagogas, para casas, incluindo as casas de mulheres. (Women in the New Testament – Mary Anne Getty Sullivan page 236 -240)       

 Reflexão 

A comunidade de crentes é uma comunidade de vida nova. À medida que a Igreja sai do e para além do Judaísmo, estabelece-se em casas que “acreditam no Senhor”. E assim cresceu e se espalhou por toda a parte. 

São as nossas comunidades ambientes de oração e de encontro com Cristo ressuscitado? 

Ir Madeleine Mendy

 

29 de Junho de 2013

A FE E INSPIRAÇÃO DE MULHERES NA BIBLIA

 

Lídia (Act 16, 11 – 15) 

… No dia de sábado, saímos para fora de portas em direcção à margem do rio, onde era costume haver oração. Depois de nos sentarmos começámos a falar às mulheres que ali se encontravam reunidas. Uma das mulheres chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira e temente a Deus pôs-se a escutar e o Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia… (Act 16, 12-14)  

Lídia vem de Tiatira, uma cidade conhecida pela sua indústria de púrpura. É uma negociante de púrpura, um negócio que a tornou rica e independente. Revela-se como uma mulher talentosa particularmente sensível à pregação de Paulo. A graça de Deus abre o seu coração e aceita, confiando-se totalmente sem qualquer resistência. 

Após a sua conversão, ela e toda a sua família são baptizados. Lídia descobriu algo muito mais valioso do que o negócio de púrpura. Esta medida não a guarda para si-própria, propõe-na a outros. É tão convincente que conduz a sua família à fé. 

A casa de Lídia torna-se então a missão base em Filipos. O Senhor Jesus encontrou lugar na vida desta mulher. Prontamente adere na fé e imediatamente abre as portas da sua casa para os anunciadores da palavra “ Se me consideras fiel ao Senhor, vinde ficar a minha casa”. Na sua casa nasce a primeira igreja de Filipos.  

Reflexão 

A minha casa é um lugar de acolhimento, de fraternidade e de evangelização? 

(Praying with Women of the Bible – Elena Bosetti page 157 -161).

Ir Madeleine Mendy

28 de Junho de 2013

A FE E A INSPIRAÇÃO DE MULHERES NA BIBLIA

Maria, mãe de João Marcos

E, depois de reflectir, Pedro dirigiu-se a casa de Maria, mãe de João, por sobrenome Marcos, onde numerosos fiéis estavam reunidos a orar. Bateu à porta da entrada e uma serva chamada Rode, veio atender. Reconheceu a voz de Pedro e, com alegria, em vez de abrir, correu a anunciar que Pedro se encontrava em frente da porta… (Act 12, 12-14) 

Esta casa deve ser familiar a Pedro se, quando ele se encontrou numa situação difícil, instintivamente dirigiu-se para lá. O facto de ter encontrado a comunidade reunida em oração quer dizer que Maria, a mãe de Marcos, abria a sua casa para acolher a comunidade. Como em casa de Marta, aqui as pessoas experimentam a presença do Senhor. No momento de perseguição a comunidade cristã reunia-se nesta casa para partilhar o seu desgosto pela vida de Pedro e juntos invocarem o Senhor. 

A casa de Maria é o ícone duma comunidade que acredita no Senhor ressuscitado e na sua poderosa intercessão. É uma comunidade que se reúne e reza no nome de Jesus. Deus ouve a oração que vem da casa de Maria e envia o seu anjo para libertar Pedro. (Elena Boisetti: Praying with women of the Bible) 

Reflexão 

Esperamos que as nossas casas se possam tornar casas de Maria, casas de acolhimento, de simples e fraterna hospitalidade e de oração.

Ir Madeleine Mendy

27 de Junho de 2013

A FE E INSPIRAÇÃO DE MULHERES NA BIBLIA

A mulher que ungiu Jesus (Mc 14, 3-9)

No Antigo Testamento as pessoas eram ungidas por várias razões. Os profetas eram ungidos. Era uma maneira de reconhecerem que a sua autoridade vinha de Deus. Os Reis e os sacerdotes também eram ungidos. O óleo era usado para cerimónias de unção que constituíam ritos que mostravam o desejo que a comunidade tinha de seguir a condução de tais líderes. O termo “Messias” quer dizer “o Ungido”. A mulher unge a cabeça de Jesus, um símbolo claro do reconhecimento messiânico. A sua acção significava a sua aceitação do messianismo de Jesus… 

Jesus diz que o que aquela mulher fez será sempre lembrado, em sua memória. Embora a sua acção seja recordada, a própria mulher não é nomeada e muito menos lembrada. Não tem qualquer nome, nem rosto, não sabemos nada sobre ela. 

A mulher é o tipo da discípula fiel, autêntica. Distingue-se entre os seguidores de Jesus pela sua coragem, a sua visão interior, a sua singularidade e a sua generosidade. Incorpora muitos dos elementos que Marcos tem usado para descrever um verdadeiro discípulo. A sua acção é louvada e recomendada por Jesus para não ser esquecida.

(Women in the New Testament – Mary Anne Getty-Sullivan page 216 -217) 

Reflexão 

Quais as acções que Jesus louva em mim? 

Ir Madeleine Mendy

 

 

26 de Junho de 2013

A FE E INSPIRAÇÃO DE MULHERES NA BIBLIA

A mulher apanhada em adultério (Jo 8,1-11)

 Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério, Jo 8, 3 

Aos olhos da lei dos Judeus o adultério era considerado um crime. Os Rabinos diziam: “Todos os Judeus têm de morrer antes de cometerem idolatria, assassínio ou adultério.” O adultério era de facto um dos três pecados mais graves e era castigado com a morte. Do ponto de vista legal, os escribas e fariseus tinham razão. Esta mulher devia morrer por apedrejamento. 

Jesus inclinou-se e pôs-se a escrever no chão com o dedo. Porque é que Ele fez isso?

_          Pode haver quatro razões possíveis.
           Jesus pode apenas ter querido ganhar tempo e não se precipitar na decisão.
_         Jesus pode ter querido deliberadamente forçar os escribas e os fariseus a pensar na sua
           responsabilidade, para que pudessem cair na conta da crueldade sádica que estavam a fazer.
_         Jesus foi apanhado num intolerável sentido de vergonha pela atitude daquela gente.
           A crueldade aos olhos dos escribas e fariseus, a curiosidade da multidão, a vergonha da
           mulher, todos queriam colocar o próprio coração de Jesus em agonia e piedade, por isso Ele
           escondeu o seu olhar.
_          Pode ser que Jesus estivesse a escrever no pó os pecados dos homens que estavam a acusar a mulher. 

Para os escribas e fariseus a mulher era só um caso de adultério sem remissão que podia ser usado como instrumento para chegar aos seus propósitos. Para Deus a pessoa não é uma coisa. 

Para Jesus há o evangelho da segunda oportunidade. “Vai, e não peques mais.” É como se Jesus lhe dissesse: “Sei que fizeste uma coisa errada mas a vida ainda não acabou; estou a dar-te outra oportunidade, a oportunidade de voltares a uma vida nova”. Jesus confronta a mulher com uma escolha ou voltar para os seus hábitos ou começar com Ele um novo caminho. A história desta mulher lembra-nos que a vida está inacabada, que é preciso recomeçar e que Deus está connosco.

(William Barclay, the Gospel of St. John page 2-8) 

Reflexão 

Que espécie de relação tenho com Jesus? Reconheço as minhas falhas e erros?

Ir. Madeleine Mendy