Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

 

Permito-me dizer, que por todo a parte, na família da Apresentação de Maria, o convite para fazermos deste ano, o Ano da Fé está a ser vivida generosamente. Alguns ecos que nos chegam confirmam isso:


- “acrescentámos outro tempo de adoração ao nosso  programa”
- “Temos partilha da fé em comunidade e com os nossos Associados”
- “Preparamos a liturgia de Domingo juntas, ousando partilhar”

- “Revivemos a oração de vigília para o Domingo com procissão e Vésperas bem preparadas”
- “Estamos a aprofundar a Carta do Papa sobre a Fé e as cartas da Rev. Madre Angèle” 
- “Pomo-nos juntas para viver a fé com os nossos Associados e a comunidade paroquial” 
- “Fizemos uma peregrinação a um santuário Mariano com as irmãs da Província, os nossos Associados e Colaboradores”                - “Visitamos os sem-abrigo e os doentes no hospital”

 Com S. Paulo na carta aos Efésios, 3, 14-20, rezo por todos os que estão a fazer esta peregrinação da fé:

Por essa razão, é que dobro os joelhos diante do Pai, do Qual toda a família, nos Céus e na Terra, toma o nome, para que vos conceda, segundo as riquezas da Sua glória, que sejais poderosamente fortalecidos pelo seu Espírito, quanto ao crescimento do homem interior; para que Cristo, habite pela fé nos vossos corações, de sorte que, arraigados e fundados na caridade possais compreender com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade… e conhecer a Sua caridade que excede toda a ciência, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

Àquele que, pela virtude que opera em nós, pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto podemos ou entendemos, a Ele seja dada glória na Igreja, e em Jesus Cristo, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Ámen” Ef 3, 14-20.

 Ir. Madeleine Mendy

 

Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Viver a fé em Comunidade

 Quais são as respostas que damos ao apelo do Santo Padre, Bento XVI, neste Ano da Fé?

 Uma comunidade duma centena de Escolásticos de diferentes nacionalidades pelo menos seis. Como viver a sua fé no meio deste caleidoscópio cultural, eis a questão que podemos colocar. Ou então que desafios a fé nos coloca num mundo em que, quer queiramos quer não, está influenciado pela secularização, cada vez mais uma realidade, na comunidade ou nas pessoas que encontramos? Quais são as respostas que damos ao apelo do Santo Padre, Bento XVI, neste Ano da Fé? Antes de partilharmos à nossa experiência, vamos primeiro definir o contexto da nossa partilha propondo uma definição um pouco técnica do conceito “fé”. A fé é uma confiança partilhada… A fé cristã é uma confiança total no Pai, no Filho, no Espírito, uma fé no amor da Trindade Santa. Compromete uma relação entre Deus e nós.

 

A nossa fé em comunidade vive-se na interculturalidade, o que significa que as nossas diferenças culturais influenciam a nossa caminhada de fé. Esta fé é manifestada em grande parte na liturgia. A nossa vida de oração está centrada numa cadência rítmica. Vivemos a perspectiva da Sacrossanctum Concilium que encoraja a promoção dos valores culturais na liturgia, uma maneira de expressarmos o que vai nos nossos corações. O nosso estádio de formação, onde o trabalho académico é o mais importante tenta racionalizar todas as coisas. Ainda que seja pouco, as palavras de Santo Agostinho soam muitas vezes aos nossos ouvidos, neste termos: “A compreensão é a recompensa da fé. Não procureis compreender para crer, mas crê para compreenderes, porque se não acreditais não podeis compreender.” No entanto, há um outro aspecto que não devemos negligenciar, é a abertura dos pentecostais que por vezes faz que alguns dentre nós sejam tentados a imitar duma maneira ou doutra os pastores. No meio desta unidade na pluralidade, o fundamento permanece na expressão da fé no mistério de Jesus Cristo. No meio das tormentas teológicas chegamos a distinguir entre o verdadeiro e o falso pluralismo que é a Escritura em relação com a confissão da Igreja crente e orante.

Lazare Datantan Gomis C.S.Sp.
Estudante senegalês no
Grande Seminário dos Espiritanos na Nigéria

Ir. Madeleine Mendy

 

17 de Fevereiro de 2013

Como vejo as Irmãs da Apresentação de Maria viver o convite do Papa de fazer deste ano, o Ano da Fé?

Para mim e creio que para muitas Irmãs da Apresentação de Maria, 2012/2013 é um ano privilegiado rico em graça e em bênçãos de Deus. Vários acontecimentos na Igreja e na vida da nossa Congregação marcam este ano, tornando-o especial: o 30º aniversário da Beatificação da nossa Fundadora, a Bem-aventurada Ana Maria Rivier, o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre a Evangelização.

 Ouso dizer que entre estes numerosos meios providenciais para inflamarmos a nossa fé ao longo deste ano, as Cartas circulares da nossa Superiora geral, Reverenda Madre Angèle Dion às Irmãs da Congregação têm sido uma nascente poderosa para vivermos a fé. Cito:

  • “Como podemos celebrar este Aniversário da Beatificação de Maria Rivier de tal maneira que seja para nós um estímulo na nossa vida cristã neste ano, proclamado “Ano da Fé” por Bento XVI.
     
  • “Em muitas das capelas das nossas comunidades ou nas paróquias, Associados e amigos da Apresentação são cada vez mais numerosos, a juntarem-se a nós para se manterem na presença daquele que reconhecemos vivo no meio de nós….”
     
  • “Aqui e além formam-se grupos de “pequenos adoradores”. Uma iniciativa a encorajar implicando também os pais”.

    (Mensagem dirigida às irmãs, Associados, leigas consagradas e colaboradores da A.M. Maio de 2012)
     
  • “Outubro 2012! Um mês muito especial no calendário da nossa existência em Deus, da nossa peregrinação na santidade. Neste mês, em que começamos o Ano da fé, proclamado por Bento XVI, a Igreja convida-nos, com insistência, a levar a sério o compromisso do nosso batismo.”
     
  • “Onde quer que estejamos, sejamos portadores da Boa Nova! A alegria fala mais fortemente do que os discursos e podem ser muitas vezes, para os nossos familiares e amigos, o caminho mais acessível de aproximação ao Senhor”. (Carta à família de Maria Rivier, 11 de Outubro, 2012)

 Ir. Madeleine Mendy

Como é que este ano pode transformar a tua vida?                     

                                                                                                           

16 de Fevereiro 2013

 

 Chamo-me Cecília Ajuwa Macculey, sou noviça do primeiro ano das Irmãs da Apresentação de Maria na Gambia. Estou a partilhar sobre:

 O que entendo por fé e como estou a viver o Ano da Fé, neste ano em que todos os baptizados em Igreja são convidados a viver?

Para mim a fé significa, acreditar em alguém ou alguma coisa que não posso ver ou ainda não vi. No entanto, o dizer “acreditar é ver”, não está totalmente certo no que respeita à fé. Grandes coisas acontecem quando acredito e professo a minha fé em Deus mesmo se O ver.

 O Ano da fé está a ajudar-me a ser fiel na prática da minha vida cristã, na oração, no amor aos outros, no cuidado e interesse pelas irmãs com quem vivo em comunidade e nos serviços que presto.

Para mim, a fé exprime-se em coisas pequeninas que faço na comunidade; no emprego da casa, ao fazer o meu turno com as minhas companheiras na cozinha, preparando bem a catequese com as crianças da Primeira comunhão e com as crianças da Infância Missionária.

As aulas que recebo no Noviciado estão a ajudar-me a crescer na fé. Os escritos da nossa Fundadora, a Bem-aventurada Ana Maria Rivier, as vidas dos Santos como Santa Teresa de Ávila, Santa Teresa do Menino Jesus, Santa Joana d’Arc têm criado espaço para a minha fé crescer. A Eucaristia é também importante para a minha fé. É a fonte da minha fortaleza neste ano e estou feliz por participar na Missa todos os dias e receber Jesus na Santa Eucaristia.

 Viver a fé no dia-a-dia nem sempre é fácil. A minha fé é provada por vezes, desafiada com dificuldades, provas, tentações, dores, sofrimentos e mágoas. Como reajo nestas situações? A minha fé aconselha-me para não a abandonar quando aparecem as incompreensões, as desilusões, os desencorajamentos, quando os altos e baixos da vida vêm ter comigo porque sei que a fé actua mais, quando tenho de enfrentar os problemas. Sem problemas e sem os desafios da vida nunca serei capaz de dizer se tenho ou não tenho Fé.

 Cecília Ajuwa Macculey
 Noviça de 1º Ano,
Gâmbia

 Gostaria de partilhar, neste Blog, a sua reflexão pessoal sobre o Ano da Fé?
 Envie-a para: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.                                                                                                   

Ir. Madeleine Mendy

 

Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Sou Anna Bertha Arthur Gyan, noviça do 1º Ano da Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria, na Gâmbia. Nasci no Gana e sou professora de profissão.

Gostaria de partilhar convosco sobre o que é para mim a fé, neste Ano em que todos os baptizados são convidados a viver em Igreja.

 A fé para mim é aquilo em que acredito. É uma confiança completa em alguém ou alguma coisa. A fé é uma crença forte em Deus baseada nos ensinamentos espirituais. A Fé na vida cristã é a minha resposta a Deus que se revela a si próprio e que se dá a mim, em cada dia e ao mesmo tempo traz-me luz superabundante à medida que procuro a última razão da vida.

A Fé é o derradeiro, o singular e mais vital dom Cristão da minha vida. Ninguém pode agradar a Deus sem ter fé, Heb 11,6.

Neste momento da minha existência, como cristã, como católica e como noviça, a fé é a corrente principal da minha vida. Exprime a minha crença em Deus, em Jesus Cristo o Filho de Deus, plenamente Deus e Homem. A minha fé está baseada em dois elementos: Primeiro sei em quem acredito, estou convencida de que há um Deus e acredito nele embora não O veja.

 Segundo a fé é a segurança, de que aquilo que espero, um dia se realizará. Isto não faz parte só da minha religião, mas de cada aspecto da minha vida diária. Na ciência, nunca vi electricidade mas aceito e sei que existe. Não vejo o movimento da terra mas de novo o aceito na fé. Da mesma maneira, eu creio na Trindade, Um Deus, Três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mesmo que não os veja.

 O Ano da Fé declarado pelo nosso Santo Padre Bento XVI é o caminho de crescimento na minha vida como cristã, como católica e como noviça.

O documento da Igreja sobre o Ano da Fé, a Palavra de Deus e as cartas que nos chegam da nossa Congregação são instrumentos que me ajudam a crescer na fé. O estudo da Regra de Vida e as outras aulas no programa do noviciado têm transformado a minha vida. Sinto que estou a crescer não só na minha compreensão da vida como cristã baptizada mas na minha relação de amor com Jesus Cristo, com as minhas irmãs na comunidade e com as minhas companheiras noviças. Como a electricidade, eu acredito que Cristo não pode ser visto face a face mas posso reconhecê-lo nas irmãs com quem vivo no meu dia-a-dia.

O Ano da Fé está a convidar-me a abrir o meu espírito e o meu coração para amar mais a Deus e me aproximar do meu Criador. Estou certa da presença de Deus quando o abraço na Eucaristia. Este ano estou comprometida a viver a minha fé na oração e na confiança plena em Deus como a Bem-aventurada Ana Maria Rivier, meu modelo na fé e como ela perseverar na minha vocação.

Eis como defino e desejo viver a minha fé neste ano:

 F – follow = seguir

A – Almighty God = Deus Todo Poderoso

I – Integrity – Integridade

T – Thoughtful = Contemplativo

H – Heart= Coração

Eu desejo seguir o Deus Todo-Poderoso com Integridade e um Coração contemplativo.

Anna Bertha
Noviça de 1º Ano
68 Atlantic Road, Gambia

 Ir. Madeleine Mendy

 

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