Segunda-feira, 30 de Setembro

 

Neste último dia do mês de Setembro, deixo-vos com esta oração do papa Francisco:

 

Aceita então que Jesus Ressuscitado
Entre na tua vida, acolhe-O como amigo,
com confiança: Ele é a vida!
Se até ao presente estiveste longe dele,
dá um pequeno passo:
Ele acolher-te-á com os braços abertos.
Se estás indiferente, aceita arriscar:
não ficarás decepcionado.
Se te parece difícil segui-lo, não tenhas medo,
faz-Lhe confiança, tem a certeza que Ele,
ele está perto de ti,
Ele está contigo e vai dar-te a paz que procuras
e a força para viveres como Ele quer. 

 

Ir. Geneviève Couriaud

 

 

Domingo 29 de Setembro. A fé orienta toda a vida do batizado,

O Espírito Santo guiar-vos-á para a verdade total” (Jo 16, 13), sendo ele-próprio o Espírito de Verdade (cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13).

Será que a verdade existe verdadeiramente? O que é a verdade? Podemos conhecê-la? Podemos encontrá-la? Pôncio Pilatos, procurador romano, faz a pergunta a Jesus: O que é a verdade? (Jo 18, 37-38). Pilatos não chega a compreender que a verdade está diante dele, não chega a ver em Jesus o rosto da verdade, que é o rosto de Deus. E no entanto, Jesus é a verdade que, na plenitude dos tempos, se fez carne (Jo 1, 14),veio para o meio de nós para que a conheçamos. A verdade não pode ser apreendida como uma coisa, a verdade encontra-se. Não é uma possessão, é o encontro com uma pessoa.

Mas quem nos faz reconhecer que Jesus é a palavra de verdade? O Filho único de Deus Pai. Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão por influência do Espírito Santo (1Cor. 12, 3).O Espírito Santo lembra e imprime no coração dos crentes as palavra que Jesus disse. A lei de Deus está inscrita no nosso coração. É o nosso coração que deve converter-se a Deus e o Espírito Santo transforma-o se no abrimos a ele.

O Espírito Santo, como promete Jesus, conduz-nos “para a verdade total”; ele conduz-nos, não só ao encontro com Jesus, plenitude da verdade, mas também ao interior da verdade, quer dizer que ele faz-nos entrar numa comunhão cada vez mais profunda com Jesus, dando-nos a inteligência das coisas de Deus.

Será que a nossa vida está verdadeiramente animada por Deus? Quantas coisas pomos antes de Deus? “A verdade de Cristo, que nos ensina e nos dá o Espírito Santo, interessa totalmente e para sempre à nossa vida quotidiana. Invoquemos o Espírito Santo todos os dias e assim ele nos aproximará de Jesus Cristo. (15 de Maio de 2013). 

 

Neste ano da fé, dei mais um passo para conhecer mais Cristo e as verdades da fé? Como dizia S. Francisco: Vou fazer isso imediatamente meu Senhor.

Ir. Geneviève Couriaud

 

 

Sábado 28 de Setembro. A alegria de Maria. Perder tempo para o louvor.

 

O papa Francisco encorajou a “perdermos tempo” a “louvarmos Deus gratuitamente” durante a Missa deste dia. Convidou também a vivermos “na alegria” e não com “rostos de enterro”.

Maria apressa-se com alegria para ir ajudar a sua prima Isabel. Nós cristãos, não estamos muito habituados a falar da alegria, de contentamento. Muitas vezes, preferimos as queixas.

Sem alegria, os cristãos não conseguem ser livres, e tornam-se escravos das suas tristezas.

O papa deplorou esta atitude um pouco fúnebre, estes rostos de cristãos que se parecem mais com “rostos de enterro” do que pessoas que vão “louvar a Deus”.

Da alegria vem o louvor, este louvor de Maria: o louvor de Deus!

O louvor: é sair de si-mesmo e louvar gratuitamente, tal como a graça que Deus dá é gratuita.

Louvar a Deus? É uma coisa nova na nossa vida espiritual. Louvar a Deus, sair de nós-mesmos para louvar; perder tempo a louvar. O cristão que não louva a Deus, que acha a missa demasiado longa, não conhecerá a gratuidade de perder o seu tempo louvando a Deus. A eternidade será isso: louvar a Deus! E não será maçador: será muito belo! Esta alegria vai tornar-nos livres. É o Espírito Santo que é o autor da alegria, o Criador da alegria e essa alegria no Espírito dá a verdadeira liberdade cristã.

O modelo do louvor é a Mãe de Jesus. A Igreja chama-Lhe causa da nossa alegria, Causa Nostrae Laetitiae. Porquê?Porque ela leva a grande alegria, que é Jesus.

Rezemos à Virgem, porque levando Jesus, ela dá a graça da alegria, da liberdade da alegria. Ela dá a graça de louvar, de louvar por uma oração de louvor gratuita, porque Ele é sempre digno de Louvor”. (31 de Maio de 2013).

Neste sábado, vou encontrar tempo para rezar a Maria… talvez uma dezena do terço? Talvez todo o terço?                                                  

 

 Ir. Geneviève Couriaud

 

 

Sexta-feira, 27 de Setembro. A nova evangelização.

“Evangelizar é a missão da Igreja, não somente a missão de alguns, mas a minha, a tua, é a nossa missão. O apóstolo Paulo exclamava: Infeliz de mim se não anunciar o Evangelho! (1Cor 9, 16).Cada um de nós deve ser um evangelizador, sobretudo pela sua vida! Evangelizar é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda. Ela existe para evangelizar (Paulo VI).

Para evangelizar, é necessário abrir-se ao horizonte do Espírito de Deus, sem temor do que ele nos pedir e para onde ele nos conduzirá. É isso a experiência do Pentecostes. O Espírito Santo, ao descer sobre os Apóstolos, fá-los sair da sala onde estavam fechados com medo, fá-los sair de si-mesmos e transforma-os em anunciadores e testemunhas das maravilhas de Deus. Sai-se para anunciar a sua Palavra: uma língua nova, a do amor que o Espírito Santo derramou nos nossos corações. É a língua do Espírito, a língua do Evangelho, a língua da comunhão, que convida a ultrapassar os fechamentos e a indiferença, as divisões e as oposições.

Levar o Evangelho, é começar por viver e anunciar a reconciliação, o perdão, a paz, a unidade, o amor que o Espírito Santo nos dá. Por isso todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 34-35).

A acção do Espírito Santo liberta sem cessar novas energias para a missão, novas vias onde anunciar a mensagem da salvação, uma nova coragem para evangelizar. Não nos fechemos nunca a esta acção! Vivamos o Evangelho com humildade e coragem! Testemunhemos a novidade, a esperança, a alegria que o Senhor dá à nossa vida. Experimentemos “a doce e reconfortante alegria de evangelizar”. Porque evangelizar, anunciar Jesus, dá-nos alegria; o egoísmo, pelo contrário, torna-nos amargos, tristes, desmoraliza-nos, a evangelização atira-nos para o alto.

Uma nova evangelização, uma Igreja que evangeliza, deve sempre partir da oração. Só uma relação fiel e intensa com Deus nos permite sair dos nossos fechamentos e anunciar o Evangelho, (22 de Maio).

Estou pronto a comprometer-me na nova evangelização? A testemunhar o amor de Deus por todos? Sim, Senhor, com a força do teu Espírito de fogo.

 

Ir. Geneviève Couriaud

 

 

 

 

Quinta-feira 26 de Setembro. Ser pecador não é um problema.

Sermos pecadores não é um problema; o que é problema, é não se arrepender por ter pecado, não experimentar vergonha pelo que se fez. Jesus confia o seu rebanho a um pecador, Pedro. Pecador, mas não corrompido. Um diálogo de amor desenvolve-se entre Pedro e Jesus através dos seus encontros frequentes depois do primeiro Segue-me! Depois de o ter olhado, Jesus disse-lhe: tu és Simão! A partir de agora, vais chamar-te Cefas, o que significa Pedro. Foi o princípio duma missão, mesmo se Pedro não tinha compreendido nada, a missão existia. Os olhares de Jesus e de Pedrocruzam-se de novo depois deste último, como o Mestre tinha previsto, o ter renegado três vezes. Esse olhar de Jesus, tão belo, tão belo! E Pedro chora. Tal é a história dos encontros ao longo dos quais Jesus molda no amor a alma de Pedro. Pedro tinha um coração grande e isso condu-lo a um encontro novo com Jesus, à alegria do perdão, nessa tarde, quando ele chorou. O Senhor não volta atrás sobre o que tinha prometido: Tu és Pedro, e mesmo nesse momento, ele diz-lhe: Apascenta o meu rebanho” e confia o seu rebanho a um pecador. O Papa Francisco contou em seguida um episódio da sua vida: “Um dia, ouvi falar dum sacerdote, um bom pároco que trabalhava bem; foi nomeado bispo, mas tinha vergonha porque não se achava digno, tinha um tormento espiritual. Foi ver um confessor. O confessor escutou-o e depois disse-lhe: “Não tenhas medo. Se Pedro, que fez tantas, foi feito Papa, tu, não te inquietes!” É porque o Senhor Jesus é assim… Faz-nos amadurecer através de numerosos encontros com ele, mesmo com as nossas fraquezas, quando o reconhecemos, com os nossos pecados.” (Homilia 17 de Maio)

 

Hoje, deixo-me olhar e amar por Jesus, tal como eu sou. O Senhor ama-me.

Ir. Geneviève Couriaud